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Endometriose

É uma patologia ginecológica causada por fragmentos de endométrio fora do útero. Endométrio é uma camada de células localizada na parte interna do útero, responsável pela menstruação. Neste caso, o local mais comum para a implantação destes fragmentos é a região pélvica, onde ficam aderidos a uma ou mais estruturas (tubas, ovários, intestino, bexiga ou outros órgãos).

A prevalência da endometriose na população geral é desconhecida, mas sabe-se que acomete, com mais freqüência, mulheres com idade entre 25-35 anos. Entre as adolescentes com queixas de cólicas menstruais ou dor pélvica crônica a incidência chega a 25-47%. E entre as mulheres com problemas de infertilidade, 40%.

Estudos recentes mostram que existe uma demora de quase 7 anos para que o diagnóstico de mulheres com endometriose seja confirmado. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico mais rápido e eficiente é o tratamento.

O principal sintoma da Endometriose é a cólica menstrual, também chamada de dismenorréia. Mas como diferenciar a cólica “normal” da Endometriose? Duas características das cólicas menstruais são marcantes nas mulheres com endometriose. A primeira é seu caráter progressivo, ou seja, a mulher precisa cada vez de mais analgésicos para o controle da dor. A outra, a intensidade da dor. Geralmente as cólicas causadas pela endometriose são sempre muito intensas levando a piora da qualidade de vida e sendo motivo, muitas vezes, de absenteísmo escolar.

Estudo recente mostrou que, na adolescência, quando as cólicas não melhoram com anti-inflamatórios ou uso de pílulas anticoncepcionais, a chance de endometriose é de cerca de 70%. Nesta situação é importante a avaliação de um ginecologista para que o início do tratamento seja o mais precoce possível. A endometriose é uma doença com piora progressiva, e o tratamento, além de controlar a dor, pode bloquear a evolução da doença.

ENDOMETRIOSE E INFERTILIDADE
A endometriose é o principal fator causador de infertilidade em 15% das mulheres. Além disso, estudos prospectivos mostraram que até 60% das pacientes com endometriose são inférteis.

A fisiopatologia da endometriose ainda não está bem estabelecida, e teorias sobre o seu surgimento ainda não foram comprovadas cientificamente. Mas uma coisa se sabe, a relação da endometriose com a infertilidade não se deve apenas aos casos de obstrução tubária ou aderências pélvicas. Sabe-se que, mesmo as pacientes que apresentam as trompas livres vão apresentar piora das taxas de gravidez. De alguma forma a endomeriose também interfere na qualidade dos óvulos e na implantação dos embriões, diminuindo em muito as taxas de gravidez.

Nos casos das pacientes inférteis e que desejam gravidez é muito importante a classificação da doença. No caso da endometriose grau I e II (leve), na ausência de outros fatores de infertilidade, pode-se orientar ao casal que tente engravidar de forma natural por um período de até 6 meses. Caso não ocorra a gravidez neste período, os tratamentos de

Alta Complexidade devem ser avaliados. No caso de endometriose grau III e IV a melhor escolha seria partir diretamente para a Fertilização In Vitro.

Lembrando que cada caso é um caso, e cada casal deve ser avaliado individualmente pelo médico especialista.

Última atualização em Quarta, 29 Março 2017 19:19

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Se o bebê não vem, quando devemos procurar ajuda especializada ?

A grande maioria dos casais normais (mais de 90%) conseguirá engravidar por meios naturais ao final de um ano de relações sexuais desprotegidas. A partir de então, o casal que deseja engravidar deverá procurar ajuda especializada. 

Quando a mulher tem mais de 35 anos de idade, aconselha-se que este período de tentativas naturais seja de seis meses. Isso, pois a partir dessa idade, a fertilidade feminina sofre declínio considerável e se torna fator determinante para a taxa de sucesso dos tratamentos. Após este período de tentativas naturais, caso a gravidez não ocorra, o casal deverá procurar um médico especializado em Medicina Reprodutiva. 

Em sua primeira visita ao especialista, serão solicitados os exames necessários para se avaliar as várias causas de infertilidade e nos orientar sobre quais caminhos deveremos seguir, bem como qual será o tratamento proposto para o primeiro passo de nossa caminhada. 

Se, por ventura, o casal realizar os exames propostos e não encontrarmos qualquer alteração, ótimo; assim ele passa a ser considerado como um casal portador de Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA). Nesses casos, poderíamos começar pelos tratamentos mais simples, sempre levando em conta o tempo de infertilidade do casal. 

Exames normais não excluem a necessidade de tratamento. Essa indicação já é feita a partir da avaliação do tempo em que o casal espera pela gravidez e, apesar dos avanços da Medicina Reprodutiva, nenhum tratamento nos dá garantia de sucesso. Mesmo os mais complexos, como a ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides), têm taxa de sucesso entre 40-50%; o que faz com que essa caminhada até a tão sonhada gestação possa ser maior do que gostaríamos. 

Portanto, não adie a procura pelo tratamento. Além de estar cada vez mais acessível à população, deve-se ter em mente que a idade do casal fará muita diferença. 

Última atualização em Terça, 07 Março 2017 11:15

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